A fórmula que deveria guiar toda decisão de mix:
Margem de Contribuição por Pedido = (Ticket Médio × Margem Bruta%) - Custo variável por pedido
Onde o custo variável por pedido inclui: embalagem, frete (ou subsídio de frete), taxa de gateway/plataforma, e comissão de marketplace se aplicável.
Agora compare dois produtos:
Produto A — Eletrônico:
- Preço: R$450 / Custo produto: R$360 / Margem bruta: 20% (R$90)
- Custo variável: embalagem R$8 + frete subsidiado R$25 + taxa gateway 4% (R$18) = R$51
- Margem de contribuição: R$90 - R$51 = R$39
Produto B — Suplemento:
- Preço: R$120 / Custo produto: R$62,40 / Margem bruta: 48% (R$57,60)
- Custo variável: embalagem R$3 + frete R$12 + taxa gateway 4% (R$4,80) = R$19,80
- Margem de contribuição: R$57,60 - R$19,80 = R$37,80
O eletrônico de R$450 gera quase a mesma margem de contribuição que o suplemento de R$120 — mas exige 3,75x mais capital investido em estoque, tem risco maior de devolução, e ocupa mais espaço logístico. Se o suplemento tem recompra mensal e o eletrônico não, a conta fica ainda pior para o eletrônico.
Seu catálogo deveria ser ranqueado por margem de contribuição por pedido, não por ticket médio.