Webinar · Insight Performa.AI

Como estruturar o crescimento do e-commerce em 2026 em um cenário de mais custos, mais competição e mais canais

Um material editorial baseado no webinar com Diego Borba, organizado em tópicos práticos, decisões estratégicas, calendário mensal e orientações para operação, marketing, CRM, canais e conversão.

Cenário macro de 2026 para e-commerceDesafios: impostos, feriados, eleições e competiçãoOportunidades ocultas: Copa, canais emergentes e recorrênciaPlanejamento mensal de janeiro a outubroCRM, LTV, recuperação de carrinho e relacionamentoIA, SEO/GEO e novas formas de descoberta de produtos

Webinar completo

Assista ao webinar completo

Para quem prefere consumir o conteúdo no formato original, o vídeo pode ser assistido abaixo. Logo após o player, todo o conteúdo foi estruturado em formato editorial para leitura rápida, consulta e implementação.

Visão geral

Resumo estratégico em 5 pontos

01

2026 é tratado como um ano desafiador

O e-commerce vai operar em um ambiente de maior complexidade, com custos de mídia mais altos, excesso de feriados, eleições e concorrência mais agressiva.

02

Planejamento deixa de ser opcional

O e-commerce não pode mais depender de improviso ou de tráfego pago. Quem não estruturar o ano com antecedência tende a perder margem, previsibilidade e competitividade.

03

O primeiro semestre é decisivo

O ajuste da operação, marketing, calendário, CRM e campanhas precisa acontecer no primeiro semestre para que o segundo semestre seja aproveitado com força.

04

Recorrência é tão importante quanto aquisição

Vender uma vez é insuficiente. O crescimento saudável depende de CRM, segmentação, LTV, grupos VIP, recompra e relacionamento com a base.

05

Canais alternativos ganham importância

TikTok, Pinterest, YouTube Shop e descoberta via IA aparecem como movimentos estratégicos para ampliar vendas e reduzir dependência de um único canal.

Cenário

O pano de fundo do e-commerce em 2026

Antes de entrar no calendário mensal, o webinar constrói uma leitura de contexto. A tese é que o e-commerce segue crescendo, mas o crescimento agora exige mais estratégia, mais clareza operacional e menos dependência de um único canal.

O e-commerce continua crescendo

  • O mercado cresceu mais de 10% no ano anterior e deve crescer novamente entre 10% e 15% em 2026.
  • O e-commerce brasileiro ainda tem espaço significativo para avançar dentro do varejo total.

Brasil ainda tem espaço para amadurecer no varejo online

  • O Brasil seria a oitava economia em representatividade do e-commerce dentro do varejo, com o online representando aproximadamente 12% do varejo brasileiro.
  • A China é citada como exemplo de mercado onde o online já representa mais de 50% do varejo.

Operação fluida é pré-requisito para planejamento

  • Sem logística organizada e processos fluídos, o e-commerce não consegue escalar com consistência.
  • Tecnologia e previsibilidade operacional são a base para sair do operacional puro e ter tempo para aplicar marketing e crescimento.

Desafios

Os principais desafios apontados para 2026

O mercado está mais difícil, mais caro e mais imprevisível. Quem não se preparar vai sentir o impacto diretamente no resultado.

Aumento de custo em mídia paga

  • Já haveria cobrança adicional de 12,15% sobre investimento em Meta Ads, encarecendo a aquisição.
  • Isso torna perigosa a dependência exclusiva de tráfego pago e exige diversificação de canais.

Não depender só de tráfego pago. Diversificar canais e fortalecer operação própria.

Excesso de feriados prolongados

  • Quantidade incomum de feriados caindo em dias úteis ou próximos de fins de semana: Paixão de Cristo, Dia do Trabalhador, Consciência Negra, Natal — todos em sextas-feiras.
  • Isso afeta ritmo de consumo, equipe, operação e previsibilidade ao longo de todo o ano.

Mapear impacto calendário a calendário e antecipar campanhas antes de cada feriado.

Eleições e dispersão de atenção

  • Em 2022, setembro foi um dos piores meses para e-commerce por causa das eleições: tiram foco e urgência dos consumidores.
  • Eleições elevam custo por clique e custo por aquisição, por conta do aumento de disputa por mídia.

Preparar-se antes da pressão de mídia e fortalecer canais próprios.

Amazon e Mercado Livre mais agressivos

  • Investimento da Amazon na Rappi e guerra de frete entre grandes plataformas mudam a dinâmica competitiva.
  • Marketplace exige inteligência de canal: usar como porta de entrada, não como destino final.

Usar marketplace taticamente, mas não depender dele como canal principal.

Margem comprimida em marketplace

  • Comissões podem chegar a 22%, 23% e até 30% em segmentos como moda feminina.
  • Marketplace não é o ambiente ideal para dependência total — precisa ser complementar à loja própria.

Converter compradores do marketplace em clientes da loja própria.

Oportunidades

Oportunidades ocultas destacadas no webinar

Em meio ao caos competitivo, existem janelas de oportunidade enormes para quem se posicionar antes da maioria.

Copa do Mundo como alavanca comercial

  • 71% dos brasileiros gastariam mais na Copa, com base em dados de 2022. É um movimento cultural e comercial que beneficia praticamente qualquer nicho.
  • A recomendação é começar a planejar imediatamente, sem esperar o carnaval.

Guerra dos marketplaces como acelerador de giro

  • A disputa entre grandes marketplaces pode favorecer visibilidade, frete e giro de estoque.
  • Usar esse ambiente para vender e escoar, mas manter estratégia de relacionamento na loja própria.

Novos canais ainda pouco explorados

  • TikTok Shop, Pinterest Ads e YouTube Shop são oportunidades de crescimento com menos saturação.
  • Canais em transição criam assimetrias positivas para quem entra cedo.

Algoritmos sociais favorecendo contas menores

  • Instagram passou a reproduzir mais a lógica de descoberta já conhecida no TikTok.
  • Contas menores conseguem alcançar números muito acima da base de seguidores se trabalharem corretamente o conteúdo.

Recorrência e recuperação de receita esquecida

  • Carrinho abandonado, CRM, segmentação da base e recompra são áreas onde muito dinheiro está sendo deixado na mesa.
  • Há crescimento relevante disponível sem depender apenas de aquisição nova.

Canais

Canais, plataformas e movimentos citados

CanalÂngulo estratégicoObservações
TikTokDescoberta, live commerce e compra diretaApresentado como um dos grandes destaques do ano anterior. Ambiente onde a compra pode acontecer de forma mais automática e integrada.
PinterestCanal pouco explorado, especialmente para segmentos visuaisRelevante para casa, construção e moda. Pinterest Ads com menor competição publicitária.
YouTube ShopCompra integrada a conteúdo em vídeoTendência que ganharia força em 2026. Compra mais direta dentro do ecossistema do YouTube.
Google ShoppingCompra direta sem depender do e-commerce tradicionalPossibilidade futura de comprar direto pelo Google Shopping com carrinho. Amplia a importância dos feeds, anúncios e integração de catálogo.
InstagramDescoberta, social selling e integração de catálogoSacolinha, integração de produtos e live commerce. Vender só no Instagram é usar apenas uma fração do potencial total.
WhatsAppRecuperação, relacionamento e atendimentoPeça central em recuperação de carrinho, comunicação e CRM. Combinado com e-mail, aumenta muito o retorno de receita.
E-mail MarketingCanal ainda relevante, apesar da narrativa de obsolescênciaE-mail não morreu. A combinação entre e-mail, WhatsApp e automações gera resultado consistente.

Conversão

Estrutura de vendas, atendimento e conversão

Ter e-commerce não basta. É preciso ter atendimento, processo, social selling, recuperação de carrinho e clareza sobre a prioridade comercial da loja.

Time de vendas segue importante

  • Não adianta montar o e-commerce e esperar vender sozinho.
  • Com tráfego mais caro, há necessidade de gente acompanhando os sinais de intenção.
  • Atendimento via chat, Instagram e WhatsApp como alavancas operacionais diretas.

Social selling e resposta a sinais de interesse

  • Cada direct, cada pergunta e cada levantamento de mão devem ser tratados como oportunidade.
  • Olhar o atendimento como parte ativa da venda, não só do suporte.

Carrinho abandonado é receita desperdiçada

  • Com estratégias corretas é possível recuperar de 20% a 30% do volume de carrinhos abandonados.
  • Exemplo real: cliente que vendia ~R$ 1 milhão/mês tinha quase R$ 1,5 milhão em carrinhos abandonados. Uma estratégia de automação recuperou ~R$ 200 mil.

Atendimento humano ainda importa

  • Mesmo com avanço da IA, o fator humano ainda é importante.
  • Comunicação simples, humana e menos artificial tende a performar melhor.

Pessoas certas e processos certos

  • A empresa se resume em dois pilares: pessoas e processos.
  • Estratégia sem gente certa e sem processo não gera crescimento sustentável.

CRM

CRM, LTV, grupos VIP e a lógica da recorrência

O sucesso do e-commerce não está em vender apenas uma vez. Está em vender várias vezes para a mesma pessoa.

Segmentar base por comportamento de compra

  • Separar grupos: clientes que compraram 3x nos últimos 3 meses, clientes com 2 compras, contatos que nunca compraram.
  • Ter comunicação diferente para cada estágio do relacionamento.

LTV como antídoto ao custo de aquisição

  • LTV é o quanto o cliente compra ao longo da vida útil dele na base.
  • Quanto mais recompra, mais diluído fica o custo de aquisição.

Clubes de pontos e moedas próprias

  • Exemplo citado: moeda própria "Petcoin" em projeto de pet shop — cliente acumula pontos por CPF e troca por produtos, serviços ou benefícios.
  • Programas de recompensa elevam recorrência e conexão com a marca.

Grupo VIP e relacionamento via WhatsApp

  • Uso de grupos VIP de WhatsApp como recurso de relacionamento e retenção.
  • Trabalhar base e relacionamento para aumentar repetição de compra.

Se o cliente compra uma vez e nunca volta, algo está falhando

  • Experiência ruim, produto com problema ou falha no retorno e na comunicação são as causas mais comuns.
  • A recorrência é o indicador mais verdadeiro de saúde do e-commerce.

IA e descoberta

Inteligência artificial, busca e futuro da descoberta de produtos

A IA aparece como ferramenta de produtividade, redução de custo, aumento de vendas e adaptação à nova forma de descoberta de produtos.

Três benefícios diretos da IA

  • Trabalhar menos, reduzir custos e vender mais. Essa é a tríade operacional que a IA já entrega para quem sabe usar.

Descrições de produto otimizadas para SEO e GEO

  • Uso de IA para criar descrições já otimizadas para buscadores tradicionais e para ambientes generativos como ChatGPT.

Ranqueamento em ferramentas generativas

  • Descrever produtos e conteúdos de forma que possam aparecer em resultados do ChatGPT e experiências semelhantes. Isso se tornará cada vez mais relevante.

Integração de catálogos com IA

  • Exemplo: alguém tira foto de uma maçaneta e, se a loja estiver integrada a um plugin conectado ao ChatGPT, seu produto pode aparecer como opção disponível.

Não é luxo, é sobrevivência

  • Planejamento, pessoas, tecnologia e IA formam o mínimo necessário para não ficar atrás da concorrência.

Calendário

Planejamento mensal do ano

Um roadmap prático com foco mensal para manter o crescimento consistente ao longo do ano.

Janeiro

Mês visto como bom, mas que precisa de empurrão para engrenar.

Não relaxar após o Natal. Janeiro exige ação de impacto.

Fevereiro

Mês perigoso para boa parte dos negócios.

Carnaval pode ser data ouro para alguns segmentos, mas o mês costuma ter menos faturamento e menos dias úteis.

Março

Um dos melhores meses do ano.

Sem tantos feriados prolongados, com retomada de ritmo. Dia do Consumidor é apresentado como coringa.

Abril

Mês bom, mas com dois feriados prolongados atrapalhando.

É preciso lidar com semanas quebradas. Semana Santa e Tiradentes impactam ritmo.

Maio

Pode ser um dos melhores meses do ano.

Combina Dia das Mães, frio e início de preparação para Copa e Dia dos Namorados.

Junho

Mais um mês interessante.

Junho combina inverno oficial, Dia dos Namorados e Copa do Mundo.

Julho

Mês sem grandes datas óbvias.

Quando o calendário não ajuda, a loja precisa criar o evento.

Agosto

Mês de preparação séria para o fim do ano.

Fundamental para começar a organizar Black Friday, Natal e todo o segundo semestre.

Setembro

Mês potencialmente perigoso.

Consumidores começam a esperar o fim do ano. É necessário agir com antecedência.

Outubro

Mês de aquecimento para Black Friday e Natal.

Muitas pessoas descobrem produtos em outubro e compram entre novembro e dezembro.

Método

Método de impacto mensal: criar mini picos de venda ao longo do ano

A proposta é não viver apenas de grandes datas tradicionais. Em vez disso, criar vários momentos de impacto ao longo do ano, quase como mini Black Fridays mensais.

Criar justificativas para o cliente comprar

Uma prioridade por vez. Lojas que tentam lançar tudo ao mesmo tempo perdem foco e resultado.

Acelerar a conversão dos indecisos

Uma prioridade por vez. Lojas que tentam lançar tudo ao mesmo tempo perdem foco e resultado.

Aumentar recompra

Uma prioridade por vez. Lojas que tentam lançar tudo ao mesmo tempo perdem foco e resultado.

Direcionar o usuário para prioridades da loja

Uma prioridade por vez. Lojas que tentam lançar tudo ao mesmo tempo perdem foco e resultado.

Síntese estratégica

Síntese estratégica final do webinar

2026 não é ano para improviso. É ano para clareza, calendário, relacionamento, canais integrados, mais eficiência de operação e menos dependência de uma única fonte de tráfego ou venda.

  • Planejamento é obrigação, não diferencial
  • Primeiro semestre precisa preparar o segundo
  • Marketplace pode ajudar, mas a loja própria precisa ser o ativo principal
  • Recorrência é tão importante quanto aquisição
  • Carrinho abandonado, CRM e base ativa escondem receita relevante
  • Redes sociais e novos canais devem ser tratados como alavancas reais de crescimento
  • IA passa a ser ferramenta operacional e estratégica
  • Conversão melhora quando a loja ganha foco, prioridade e menos fricção
  • Pequenos eventos mensais podem criar picos de venda fora das datas clássicas

FAQ

Perguntas frequentes sobre planejamento de e-commerce em 2026

Produto de nicho ainda vale em canais mais genéricos como TikTok?

Sim, e quanto mais nichado, melhor pode ser, porque a competição tende a ser mais seletiva. Foi citado exemplo de cliente que vende mármore e pedras no TikTok por meio de lives e estrutura integrada, com bons resultados.

Atelier de cerâmica autoral pode vender para fora do país?

Sim, uma plataforma multimoeda e multidioma ajudaria na internacionalização, dependendo da estrutura adotada. O potencial existe para produtos autorais com apelo visual forte.

Feriados são sempre ruins? Não podem aumentar tráfego?

Depende do comportamento: muita gente em férias não está pesquisando no Google, mas está mais presente em Instagram, TikTok e Facebook. Nesses períodos, reforçar redes sociais além do tráfego pago pode ser mais inteligente.

Qual plataforma é indicada para produto nichado?

Não existe uma resposta universal. A escolha correta depende do nicho, do volume de SKUs, da necessidade de customização e do orçamento. Plataformas com bom custo-benefício variam conforme o segmento.

Próximo passo

Agora você tem o plano. A diferença está na execução.

A maioria entende. Poucos executam. Se você quer transformar insight em resultado, o próximo passo é agir.

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